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Proteção de nome

Um concorrente está usando o meu nome no Google. E agora?

Leitura de 6 minutos · Atualizado em 2026

Você digita o seu próprio nome no Google e, antes do seu site aparecer, surge o anúncio de outro profissional. A sensação é de invasão — e a dúvida vem na sequência: isso pode? O que eu faço? Este artigo responde, passo a passo.

Por que isso acontece

No Google, qualquer anunciante pode escolher as palavras que disparam o seu anúncio. E, tecnicamente, nada impede que alguém escolha o nome de outra pessoa como uma dessas palavras. Quando um concorrente faz isso com o seu nome, o anúncio dele passa a aparecer justamente para quem estava procurando você.

Pense em quem digita o seu nome completo no Google. Essa pessoa não está pesquisando "cardiologista em Porto Alegre" de forma genérica — ela já decidiu que quer você. É o paciente de maior intenção de agendar que existe. Interceptá-lo nesse momento é o desvio de clientela mais valioso possível.

Primeiro: confirme se é realmente mira

Antes de agir, é importante distinguir duas situações que parecem iguais, mas são bem diferentes:

Essa diferença importa muito — inclusive juridicamente. Acusar alguém de mira quando foi respingo enfraquece o seu caso. Por isso, o primeiro passo é ter certeza, com evidência, de qual situação é a sua.

A forma de confirmar é comparar duas buscas: a pelo seu nome e a pela sua especialidade em geral. Se o concorrente aparece na primeira mas não na segunda, é mira. Foi para isso que o Sentinela foi criado.

Segundo: reúna as provas do jeito certo

Se você pretende agir — seja notificando o concorrente, seja denunciando —, precisa de provas organizadas. E aqui há uma armadilha: os anúncios do Google são intermitentes. Eles aparecem e somem conforme o horário, a região e até o dispositivo. Muitos concorrentes ligam os anúncios de madrugada, quando o clique é mais barato, e desligam de manhã.

Isso significa que um único print, tirado numa hora qualquer, é uma prova frágil. O que tem valor é o registro sistemático: o mesmo anúncio capturado em vários momentos, com data e hora, mostrando um padrão. Uma foto isolada pode ser contestada; um padrão documentado, não.

Terceiro: entenda os seus direitos

O caminho depende de quem é o concorrente:

Se for outro médico

Entra em cena o Código de Ética Médica. O Art. 51 veda ao médico "praticar concorrência desleal com outro médico". Usar o nome de um colega para captar a clientela dele pode se enquadrar nessa conduta. A denúncia é feita à Comissão de Divulgação de Assuntos Médicos (Codame) do Conselho Regional — e pode ser reservada. As penas vão de advertência a cassação.

Se for uma clínica ou empresa (não médico)

Aí o caminho é o da concorrência desleal comum (Lei 9.279/96), normalmente por notificação extrajudicial ou ação judicial, por desvio de clientela mediante uso do nome alheio.

Quarto: retome o seu espaço

Denunciar resolve o lado jurídico, mas há também o lado prático: enquanto o processo corre, o concorrente ainda aparece. A forma mais rápida de retomar o topo do seu nome é anunciar sobre o seu próprio nome — uma campanha de proteção de marca, que coloca o seu anúncio em primeiro e empurra o concorrente para baixo. Combinada com o fortalecimento da sua presença natural (o resultado não pago), ela devolve a você o controle do seu nome.

Descubra se estão usando o seu nome — de graça

O Sentinela analisa o seu nome no Google e te mostra, com evidências, se há concorrentes mirando você.

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Resumo

Descobrir um concorrente no seu nome é incômodo, mas você não está sem saída. O caminho é: confirmar que é mira (e não acaso), reunir provas de forma sistemática, entender a via certa conforme quem é o concorrente, e retomar o seu espaço no Google. Com método e evidência, o seu nome volta a ser seu.

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